ATENÇÃO: Vender seu usado pode ser um bom negócio
- Paulo Dafuy
- 17 de mai. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 18 de mai. de 2022

Desde o início da pandemia, o aumento das buscas por veículos usados vem crescendo no Brasil. Isso porque com menos carros novos nos pátios das montadoras e das revendedoras, a demanda se deslocou para seminovos ou usados. Com isso, também houve uma valorização da categoria.
De acordo com uma publicação da Kelley Blue Book Brasil (KBB Brasil), empresa especializada em pesquisa de preço de veículos, modelos que têm de quatro a dez anos de uso registraram uma valorização média de 13% só nos primeiros seis meses de 2021.
Para Cláudio Faria pode ser uma grande oportunidade vender seu carro usado nesse momento com a alta dos preços. Mas não para comprar outro veículo, e sim para investir. “Se você não precisa do seu veículo, pode ser um bom momento para você vender o seu veículo usado, fazer um capital e investir aproveitando esses momentos de juros mais altos”, aconselha o economista.
Apesar disso, a startup Mavers Digital, que auxilia na venda de veículos usados ou seminovos, registrou em janeiro/22, pela primeira vez, desde o início da pandemia, um recuo na precificação dos automóveis.
Em relação a setembro, o valor médio caiu 3%. O mês também foi marcado por uma queda no número de vendas, de 8,5% em relação ao mês anterior, segundo relatório da Federação Nacional das Associações de Revendedores dos Veículos Automotores (Fenauto).
No entanto, mesmo com essa desaceleração, alguns veículos ainda estão sendo negociados pela plataforma por valores acima da tabela FIPE. “Em outubro, por exemplo, os preços ainda estavam 6% acima daqueles praticados em janeiro deste ano”, aponta Cláudio Faria, CEO e fundador da Mavers Digital.
No Top 10 do ranking da startup, que considera os veículos negociados apenas pela plataforma, o FIAT 500, modelos 2014 e 2012, foram os mais valorizados, com 9% e 8%, respectivamente, em relação a tabela.
Como fazer um bom negócio?
Apesar do momento não ser o ideal para trocar de carro, algumas pessoas precisam de um veículo para trabalhar, por exemplo. Então, quem precisa ou quer muito e já decidiu que vai comprar ou trocar de carro ainda em 2022, é preciso ter alguns cuidados antes de fechar o negócio.
Geralmente, a hora certa de trocar de carro é quando os custos com a manutenção começam a aumentar. Os especialistas afirmam que antes disso acontecer, não há necessidade de trocar de veículo.
Por isso, pesquise preços e tenha em mente o valor que você deseja ou pode pagar pelo carro que pretende adquirir. Visite no mínimo três lojas e não se acanhe em fazer contrapropostas para conseguir, senão o valor que você deseja ou pode pagar, um preço bem próximo disso.
Para quem vai financiar, além de uma boa pesquisa, Cláudio aconselha fazer as contas e não focar apenas no valor das parcelas. “Eu posso fazer um financiamento de 36 meses ou 33 meses e a parcela ficar em torno de mil reais, mas se eu somar todas as parcelas mais a entrada, eu vou estar pagando quase o dobro ou triplo do valor do carro”.
Desta forma, a dica é nunca entender o valor da compra do carro apenas pelo valor da parcela. Sempre faça as contas. Multiplique o número de parcelas pelo valor para ter certeza de que está fazendo um bom negócio.
“Isso porque lá na frente você vai vender esse carro. Todo carro quando sai da concessionária já sofre uma perda muito grande – tem uma depreciação de 20 a 25% em média. Então, se ainda por cima você ainda teve um incremento de juros em cima dele, você vai perder muito mais dinheiro”, explica o economista.
Lembre-se também que a parcela pode fazer parte do orçamento mensal por alguns anos. Não esqueça de ajustar as prestações do automóvel e os gastos do dia a dia com o veículo às outras despesas previstas no orçamento.
Além disso, é importante incluir na conta custos com manutenção, combustível, impostos, seguro, revisão e depreciação do automóvel. E, por fim, vale se questionar se comprar um automóvel é realmente a melhor escolha.






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